História 33

                                            

UMA HISTÓRIA DE SACI QUE VIROU MÚSICA
 


Meu nome é João Invenção, sou de São Paulo e fiquei sabendo de seu trabalho em torno das histórias do Saci e resolví lhe mandar algumas informações:

Tenho uma banda, "Izé Mangolô", trabalhamos com a mistura entre a MPB e cultura popular, e o Saci se apresentou a nós enquanto ainda não tinhamos nem o nome da banda.

Ensaiávamos na cozinha de uma casa em Sto André. Só que o que a gente não sabia é que essa cozinha era do Saci.

Depois disso vimos muito mais coisas acontecendo nessa cozinha.

Resumindo, essa história virou musica. Segue a letra, e você poderá ouvi-la no www.myspace.com/izemangolo

Creio que essas informações poderão ser muito importantes para descobrir o paradeiro do diabinho. E se puder também nos ajudar a divulgar nosso trabalho seremos eternamente gratos e poderemos ajudá-lo cada vez mais nesta busca.

Grato.


Na cozinha do Saci (onde nasceu Izé Mangolô)

Musica e Letra: João Invenção



Cada casa tem um “causo”, cada lugar uma história.

Cada um carrega aquilo que lhe cabe na memória.

Eu, que aqui me apresento, vim contar onde eu nasci.

Num lugar nem um pouco comum, eu nasci na cozinha do Saci.



Pelo vixe do meu avô,

Pouca coisa não vem por aí,

É o som do Izé Mangolô

Que nasceu na cozinha do Saci.



O Saci é um pretinho quem tem uma perna só,

Nos cabelos das meninas ele pega e dá um nó.

Seja dia de sol ou de chuva, em noite de lua ou de céu estrelado,

Ele vem com seus olhos brilhantes, um gorro vermelho e o pito do lado.



Pelo vixe do meu avô...



Foi no dia em que nasci que ele me apareceu:

“Você está na minha cozinha. Essa ousadia quem tem deu?”

Coração veio parar na boca, mijei na minha roupa, as pernas bambeou,

Mas ele quis ser meu padrinho: “Seu nome vai ser Izé Mangolô.”



Pelo vixe do meu avô...



Outro dia na cozinha teve uma reunião

Veio Saci do mudo inteiro, da Itália, do Japão,

Da Hungria, do Egito, de Cuba, de Kasaquistão e de Nova Guiné,

Tinha até um Saci alemão, que só era preto na sola do pé.



Pelo vixe do meu avô...



Fui contar pra todo mundo que o Saci me batizou,

Muita gente me ouviu, mas ninguém acreditou.

Quando falei pro meu velho avô ele ficou parado e nada me disse,

Depois só olho na minha cara e soltou um: VIXE!



Pelo vixe do meu avô...

--
Muita Paz e Muita Força.
João Henrique Invenção.

 

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